
Lá se foi mais um mês...e nada de escrever aqui.
Mas hoje levei uma intimada da Lola e, de novo morta de vergonha, aqui estou eu.
Para falar das Deusas e de cada Deusa dentro de nós. Porque existe uma dinâmica fundamental por trás das atitudes de toda a mulher. Parte é adquirida com sua interação com o meio e parte é inata. Quando a mesma dinâmica é constatada num grupo de pessoas, temos o que Jung denomina de ARQUÉTIPO. Esta forma pura na mitologia toma o nome de "Deusa".
E são muitas as Deusas, elencadas nas diversas religiões e mitologias, muitas delas com as mesmas características, mas recebendo nomes diferentes em cada cultura.
Hoje vou falar de uma das minha preferidas, a Iansã, uma deusa africana, cultuada na Umbanda e no Candomblé.
Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos. Senhora dos Raios e das Tempestades. Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C..
Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó. Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.
Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos). Na Bahia é sincretizada com Santa Bárbara.
Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopra os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.











1 Comentários:
Quando falaremos sobre Brigite?
:)
Por
Jo, Às
11 de novembro de 2008 05:42
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