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Iansã
segunda-feira, 10 de novembro de 2008



Lá se foi mais um mês...e nada de escrever aqui.

Mas hoje levei uma intimada da Lola e, de novo morta de vergonha, aqui estou eu.


Para falar das Deusas e de cada Deusa dentro de nós. Porque existe uma dinâmica fundamental por trás das atitudes de toda a mulher. Parte é adquirida com sua interação com o meio e parte é inata. Quando a mesma dinâmica é constatada num grupo de pessoas, temos o que Jung denomina de ARQUÉTIPO. Esta forma pura na mitologia toma o nome de "Deusa".


E são muitas as Deusas, elencadas nas diversas religiões e mitologias, muitas delas com as mesmas características, mas recebendo nomes diferentes em cada cultura.


Hoje vou falar de uma das minha preferidas, a Iansã, uma deusa africana, cultuada na Umbanda e no Candomblé.


Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos. Senhora dos Raios e das Tempestades. Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C..


Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó. Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.


Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos). Na Bahia é sincretizada com Santa Bárbara.


Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopra os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.


Imagem e informações: http://www.rosanevolpatto.trd.br/


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Escrito pela Bel às 09:41

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