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segunda-feira, 30 de junho de 2008


Olá!
Depois de dias e dias perdida em montes de trabalho urgente, reapareci!

Hoje acordei às 7h00 com os pedreiros da construção ao lado dando marretadas nas paredes (é uma reforma), o que eles continuam fazendo até agora (15h35). Aí, como eles estão fazendo um barulhão, eles conversam aos berros, para conseguirem se comunicar.

Sendo assim, resolvi escrever hoje sobre o silêncio. Precioso silêncio.

A casa antiga, natural, existia em harmonia com os sons e os ritmos da Terra. Depois, a partir do século XX, a casa foi exposta aos ruídos das máquinas e da vida frenética.

Em uma casa barulhenta não se pode liberar o cansaço de um dia de trabalho. Pior ainda se o ruído impede o sono regenerador, pois nesse caso ele prejudica a mente e o corpo, afeta o humor, memória, aprendizagem, criatividade e emoções.

Importante é deixar a agitação fora de casa e calar também o ruído interno. O mestre chinês Pai Lin afirmou que a falta de serenidade, um dos piores males do nosso tempo, nos desgasta e envelhece mais cedo.

Lubienska de Lenval, educadora, autora do livro Silêncio, Gesto e Palavra, diz que "o homem traz em si mesmo o silêncio e o ruído". E cabe somente a nós interceptarmos a agitação, dentro e fora de nós. Para ela, o silêncio cura, reconforta e restabelece as forças, renova o pesnamento. E silêncio não é mutismo, é a voz bem colocada, é a consciência do gesto harmonioso.

Beijos

Bel

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Escrito pela Bel às 11:28

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